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Saúde da Mulher

23/11/2011 - 

Copo menstrual

Saiba mais sobre o copo menstrual que substitui o absorvente

Esqueça os absorventes higiênicos e os tampões. A nova alternativa para as mulheres modernas que enfrentam “aqueles dias” é o copo menstrual

Uma novidade no mercado feminino brasileiro pode causar asco à primeira vista, mas é um meio sustentável e econômico de enfrentar os dias de menstruação. O copo de silicone para o ciclo menstrual já é bem difundido na Europa e EUA, agora, chega às prateleiras das farmácias do Brasil. Trata-se de um recipiente maleável, com capacidade para 25 ml ou 30 ml e que pode ser usado por anos, se tomado os devidos cuidados de higiene.

Ao pensar que mais de 12 bilhões de absorventes são descartados anualmente e levam cerca de cem anos para desaparecer da natureza, ou que só na América do Norte existe, hoje, 85 milhões de mulheres com o ciclo menstrual ativo, a proposta parece válida. O copo para menstruação tem a expectativa de dez anos de vida.

O absorvente interno comum vem em uma embalagem, é fininho, dá para guardar na bolsa e na troca basta jogar fora o usado e colocar um novo. No caso do copinho, a mulher vai precisar estar em um lugar com água e sabão neutro, para que possa higienizar o produto antes da reutilização.

O copo deve ser trocado a cada oito horas, de acordo com o fluxo sanguíneo da mulher. "A menstruação da mulher varia de 30 ml a 100 ml, somados todos os dias do período, então um copinho com 30 ml é suficiente para conter o sangramento no período indicado pelo fabricante", explicou Pompei. "Se a mulher menstruar 15 ml em 24 horas, são cerca 5 ml a cada oito horas", disse ele.

De acordo com o ginecologista e diretor clínico da Mae - Medicina e Acompanhamento Especializado para Saúde da Mulher -, Alfonso Massaguer, mulheres virgens ou com má formação vaginal, que dificulte a introdução do produto, devem preferir absorventes externos para evitar lesões na vagina.

Alergias e infecções

O copo para menstruação é feito de silicone cirúrgico para evitar qualquer ocorrência de irritação. "O poder de reações alérgicas do silicone é muito baixo", reforçou Pompei. O ginecologista explicou que o sangue expelido na menstruação não tem bactérias - elas ficam na vagina - no entanto, o sangue é um meio rico para a proliferação de organismos. De acordo com o ginecologista Massaguer, é importante não deixar o produto ser foco de bactérias.

"Não pode colocar o copo na vagina e deixar três dias", ressaltou Pompei. Quando as bactérias da vagina vão para o sangue, se reproduzem rapidamente. A pessoa pode ter síndrome do choque tóxico, quando há contaminação de muitas bactérias. No entanto, fazendo a higienização da forma correta, "o risco é desprezível", de acordo com Pompei. Água e sabão neutro são os mais indicados para a limpeza do copo e é preciso enxaguar bem, para que o sabão não irrite a mucosa, explicou o médico.

Vantagens econômicas

O copo é vendido no Brasil por, em média, R$ 80, dependendo da marca e o mais fácil é encontrar na internet. Um pacote de absorvente custa, aproximadamente, R$ 5. Ao final de dez anos, o gasto com os produtos descartáveis será de cerca de R$ 600, enquanto o copinho dura uma década por R$ 80.

O ginecologista Massaguer acredita que, atualmente, as mulheres optam pelo absorvente íntimo pela praticidade. "Muitas já estão acostumadas e um hábito é difícil de ser mudado. Só o motivo da sustentabilidade pode não convencê-las a mudar o estilo de vida", comentou ele sobre a aceitação do copinho. "Estou curioso para ver como mulher brasileira vai agir, saber se isso vai pegar por estas bandas", afirmou Pompei que acredita que o copo deve ser recebido com menos recusa de quando surgiu o absorvente interno, há cerca de 20 anos.

Fonte: Terra

Fonte da imagem: google imagens

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