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Comprometido com a qualidade dos seus serviços, o Tommasi Laboratório investe continuamente em tecnologia, no aprimoramento profissional de sua equipe, no desenvolvimento científico e na relação com seus clientes, parceiros e fornecedores.

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Dicas e Cuidados

26/09/2011 - 

Doar sangue

Doar sangue: um gesto de solidariedade que salva milhares de vidas

A doação de sangue consiste em um ato voluntário de permitir a retirada do seu próprio sangue para beneficiar as pessoas que necessitam receber sangue por qualquer motivo.

A doação de sangue consiste em um ato voluntário de permitir a retirada do seu próprio sangue para beneficiar as pessoas que necessitam receber sangue por qualquer motivo. Infelizmente ainda não foi encontrado nenhum substituto para o sangue, ou seja, é um tecido de extrema importância e valor, pois a sua ausência resulta em morte.

Por saber da importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue por meio das doações, o Tommasi Laboratório preparou uma matéria especial explicando os diversos procedimentos desse ato de solidariedade que tem somente um objetivo: salvar vidas!

Sangue

O sangue é o líquido que faz com que a vida continue. É ele que transporta os nutrientes, o oxigênio, e contribui para os processos metabólicos dos tecidos, além de ser o responsável por regular a temperatura interna do corpo humano.

Um adulto possui cerca de 5 litros de sangue circulando em seu corpo. O líquido ganha importância especial na defesa da integridade do organismo, pois nele estão concentrados os principais meios de defesa contra o ataque de agentes externos. Conheça um pouco mais:

O sangue é formado por:

Hemácias (glóbulos vermelhos)
Origem: Medula Óssea
Responsáveis por transportar oxigênio para os tecidos e pela coloração vermelha do sangue

Leucócitos (glóbulos brancos)
Origem: medula óssea, gânglios linfáticos, baço, timo e amídalas.

São compostos pelos elementos:
Neutrófilos: absorvem e matam bactérias, vírus e fungos.
Eosinófilos: participam das reações alérgicas, produzindo histamina
Basófilos: participam das reações alérgicas, produzindo histamina e heparina
Linfócitos B e T: Participam dos processos de defesa imunitária, produzindo e regulando a produção de anticorpos.
Monócitos: absorvem as bactérias, corpos estranhos e participam do processo da imunidade.
 

Plaquetas
Origem: medula óssea
Elas participam dos processos de coagulação do sangue. Quando algum vaso é lesionado, são elas que agem no processo inicial de estancamento do sangramento nestas lesões.

 

Brasil

Doar sangue é um procedimento rápido, fácil e seguro. Porém, nem todo mundo se dispõe a doar sangue voluntariamente. De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas 1,9 definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas se levarmos em consideração a dimensão do país, com seus mais de 200 milhões de habitantes, o povo brasileiro ainda deixa a desejar. Apenas quatro milhões de pessoas se dispõem a doar sangue com frequência. Em todo o mundo são 92 milhões de doações de sangue por ano.

Os homens representam a maior parte dos quase 2% de doadores de hemocomponentes regulares no país. As mulheres estão mais predispostas à doação, mas a população masculina ainda mantém frequência maior nos postos de coleta. Isso reforça a necessidade, classificada pela OMS como urgente, de que mais pessoas, em especial mulheres, realizem doações de sangue de forma regular.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil necessita em média de 5.500 bolsas de sangue diariamente, porém, o número de doações ainda é limitado. Os motivos são vários. Um deles está relacionado aos mitos que cercam o procedimento e ainda impedem muitos brasileiros de praticarem o ato que ajuda a salvar vidas, é rápido e não afeta a saúde.

De acordo com os hematologistas que atuam no Criobanco Medicina e Biotecnologia, instituição capixaba que também atua com medicina transfusional, as dúvidas são frequentes, e muitas não passam de mitos. A seleção do que é verdade ou mentira no universo da doação, você conhece abaixo:

Quem doa sangue uma vez terá de doar para sempre

Mito. Se você doar uma vez, não será obrigado a doar sempre, essa é uma decisão voluntária.

A doação “engrossa” o sangue, entupindo as veias, ou “afina” provocando anemia

Mito. O sangue continua com a mesma consistência.

Posso contrair doenças ao doar sangue

Mito. O material é totalmente descartável e é aberto na frente do doador, não há risco de contaminação.

Doar sangue emagrece

Mito. Ao doar sangue você não engorda nem emagrece. Inclusive dietas para emagrecimento não impedem a doação de sangue, desde que a perda não tenha comprometido a saúde.

É necessário estar em jejum para doar sangue

Mito. O doador tem que estar alimentado e descansado. O recomendado, antes da doação, é não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes, evitar alimentos gordurosos, e aguardar pelo menos duas horas após o almoço para o procedimento.

Doar sangue vicia

Mito. A doação de sangue não está relacionada a nenhuma dependência.

Faço uso de remédios contínuos e por isso não posso doar

Mito. O uso de medicamentos será analisado caso a caso. O importante é informar o tipo de remédio que faz uso contínuo ou se usou algum medicamento, como analgésicos ou anti-inflamatórios, nos últimos dias. Quem toma anticoncepcional, anti-hipertensivo ou diurético, por exemplo, pode doar normalmente

Sou diabético e não posso doar

Mito. Se a pessoa tem diabetes e controla a doença com alimentação ou hipoglicemiantes orais, sem apresentar alterações vasculares, poderá doar. Caso ela tenha utilizado insulina, mesmo que apenas uma única vez, não poderá doar.

Não posso doar sangue no período menstrual

Mito. O fluxo menstrual não influencia de forma alguma a coleta do sangue. Neste caso, o que vai definir se você pode ou não doar sangue é o teste de hematócrito, realizado minutos antes da doação, onde será avaliado se você está apto ou não.

Fiz tatuagem há cerca de um ano e não posso doar

Mito. Quem fez tatuagem há mais de um ano pode doar sangue sem problema, não importando a quantidade de tatuagens. O mesmo prazo, de um ano, é dado para quem colocou piercing.

Doar sangue enfraquece o organismo

Mito. Após uma doação, o sangue tende a voltar ao normal rapidamente e, portanto, não há fraqueza. O volume de sangue coletado é baseado no peso e na altura do doador. Além disso, o organismo repõe todo o volume de sangue doado nas primeiras 24 horas após a doação.

O sangue que eu doar pode servir para várias pessoas diferentes

Verdade. O sangue coletado é separado em vários componentes (concentrado de hemácias, de plaquetas e de plasma) e cada paciente recebe aquela parte que seu organismo necessita.

Durante a gravidez a mulher não pode doar

Verdade. Não aconselha-se doar durante a gravidez por se tratar de um período em que o organismo necessita das reservas de vitaminas e minerais para o bom desenvolvimento do feto.  Já depois da gravidez, se o parto for normal, a mulher poderá doar sangue após três meses. Em caso de cesariana, somente após seis meses. E se, ainda, estiver amamentando, deverá aguardar 12 meses após o parto.

Depois de uma doação, os homens devem dar intervalos de 60 dias para nova coleta e as mulheres, 90 dias

Verdade. Isso deve ser feito para possibilitar a recuperação do sangue doado e, em especial, do estoque de ferro do organismo utilizado na produção de glóbulos vermelhos. Nas mulheres, esse intervalo é maior em virtude da perda de ferro no período menstrual.

Doar é rápido e seguro

Verdade. A doação de sangue segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde com relação à segurança e ao tempo. Ela não pode durar mais que dez mintuos. Já o tempo para as etapas de cadastro e triagem dependerá do número de doadores atendidos no momento.

Não há nenhum componente que substitua o sangue

Verdade. Ainda não há nenhum substituto natural ou artificial capaz de substituir o sangue. Por isso a importância da doação.

Meu sangue pode ser descartado após a doação

Verdade. Após a coleta, o sangue é fracionado (dividido) em três componentes sanguíneos principais: concentrado de hemácias, de plaquetas e de plasma. Esses componentes são liberados para uso somente após o resultado dos exames e análises. Caso alguns dos exames tenham resultado “positivo” ou não satisfatório, o sangue será  descartado.

O sangue doado tem data de validade

Verdade. Cada componente sanguíneo possui uma data de validade diferente, a saber: concentrado de hemácias (de 21 a 42 dias), concentrado de plaquetas (de 3 a 5 dias) e plasma (de 12 a 24 meses). Por isso, a importância de se ter doadores frequentes, em vários períodos do ano, e não apenas em campanhas, pois pode acontecer de se ter um volume muito grande de sangue nos bancos e a demanda estar baixa.

Não posso doar sangue após ter sido vacinado

Verdade. Alguns tipos de vacina, como hepatite B, limitam a doação de sangue por um período de até 48 horas. Já a vacina da influenza (gripe) impede a doação por quatro semanas. Recomenda-se, portanto, que o doador leve a carteira de vacinação no dia da doação.

Posso transmitir doenças doando sangue

Verdade. Em algumas situações o risco de transmissão de doenças é maior, é o caso de pessoas que mantêm parceiros sexuais ocasionais sem o uso de preservativo, que usam drogas, etc.

Estou gripado e não posso doar

Verdade. Aconselha-se que o doador aguarde sete dias após a cura para poder doar.

O que é preciso para doar

No Brasil, qualquer pessoa poderá doar sangue, desde que sejam observadas algumas condições, a fim de garantir a segurança e a qualidade do procedimento:

Ter entre 16 anos e 68 anos (doadores entre 16 e 17 anos com consentimento formal do responsável legal)
    Ter peso acima de 50 kg
    Se homem, não pode ter doado há menos de 60(90) dias
    Se mulher, não pode ter doado há menos de 90(120) dias
    Ter passado pelo menos três meses de parto ou aborto
    Não estar grávida
    Não estar amamentando
    Estar alimentado e com intervalo mínimo de duas horas do almoço
    Ter dormido pelo menos seis horas das 24h que antecedem a doação
    Não ter feito tatuagem, piercing ou acupuntura há menos de um ano
    Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de um ano
    Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação
    Não ser usuário de drogas
    Não ser portador de doenças infectocontagiosas como sífilis, doença de chagas e HIV (I ou II)
 

Quem não deve doar

Não devem doar sangue as pessoas que se enquadrarem em uma das condições abaixo:
 

Por segurança se:
Alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
    Sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com múltiplos(as) parceiros(as) ocasionais ou eventuais sem uso de preservativo.
 

Se o seu parceiro sexual:
É soropositivo, ou seja, se é portador do Vírus de Imunodeficiência Humana – VIH (HIV);
Ou portador crônico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC.
 

Ou ainda se:
    Fez endoscopia nos últimos 6 meses;
    Fez tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses;
    Fez transfusão;
    Fez transplante de córnea ou dura-máter;
    Fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
    Foi operado nos últimos 6 meses;
    Teve câncer (inclusive leucemia). Antecedentes de carcinoma in situ da cérvix uterina e de carcinoma basocelular de pele não impedem a doação de sangue [1]
    Tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
    Tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
    Teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
    Teve parto nos últimos 6 meses;
    Teve um(a) novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses.

Saiba mais

Ao dedicar alguns minutos para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a salvar a vida de até três pacientes diferentes. Os homens podem doar sangue até quatro vezes ao ano, com um intervalo de 60 dias entre cada doação. Já as mulheres podem colaborar três vezes, com intervalo de 90 dias. Já no caso da doação de plaquetas por aférese, tanto homens como mulheres podem doar até quatro vezes por mês e 24 vezes por ano, com um descanso mínimo de 72 horas entre cada doação.

Multiplique

Vale ressaltar que o Criobanco é referência no serviço de hemoterapia e realiza a coleta do material. Os hemocomponentes processados são disponibilizados para diversos hospitais. Para os interessados em doar e multiplicar a causa, o Criobanco mantém o Clube do Doador, portal que tem como objetivo estimular a doação frequente de sangue. Para conhecer e divulgar a iniciativa basta acessar www.clubedodoador.com.br. O telefone de contato é (27) 3089-6000.
 

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