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23/08/2011 - 

Aids

Dia Mundial da Luta Contra a Aids: conheça a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV

A PEP é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids

O dia 1º de Dezembro é comemorado por muitos países como o Dia Mundial da Luta Contra a Aids. A data foi criada para relembrar o combate à doença e despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas.

É comum as pessoas acharem que ao entrar em contato com vírus HIV, automaticamente passam a ser portadoras da Aids. No entanto, a transmissão do HIV está longe de ser um acontecimento relâmpago. Para que o vírus recém-transmitido consiga estabelecer um foco no organismo e se torne crônico, é necessário um intervalo de tempo. É exatamente durante este período que a pessoa contaminada tem a possibilidade de combatê-lo com antivirais capazes de destruí-lo.

Hoje, o antiviral mais comum usado contra o HIV é a profilaxia pós-Exposição (PEP). Consumida desde 1990, a PEP é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente. A Partir de 1996 ela ganhou mais eficácia e é indicada nas seguintes situações:

1 – Exposição ocupacional

Os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são baixos: em média 0,3.

Alguns fatores, no entanto, aumentam o risco: Aids avançada no paciente-fonte da infecção, agulhas que foram utilizadas como cânulas de veias no paciente-fonte, ferimentos profundos e a presença de sangue visível no instrumento.

A maioria dos médicos utiliza como critério para indicar a profilaxia, o aparecimento de sangue no local da picada acidental.

2 – Exposição não ocupacional

O risco de transmissão do HIV varia com a natureza da exposição: relações anais receptivas de 1, nas relações anais ivas e nas vaginais receptivas de 0,1 e de 0,1 nas vaginas ivas. Ainda que haja descrições de infecção pelo HIV em pessoas que praticaram apenas sexo oral, o risco desse tipo de prática é bem mais baixo.

A probabilidade de transmissão varia com a presença ou ausência de doenças venéreas, ulcerações genitais (herpes, sífilis), circuncisão, displasia anal ou do colo uterino, com a virulência e com a concentração do vírus (carga viral) presente nas secreções sexuais.

É bem mais alta a probabilidade de adquirir HIV ao compartilhar seringas e agulhas contaminadas: 0,67% em cada injeção.

As características do paciente-fonte são fundamentais para definir a necessidade de profilaxia.

Na exposição ocupacional é mais fácil, porque o paciente-fonte pode ser testado rapidamente, por meio dos testes Elisa de alta sensibilidade. Em caso de resultado negativo, o uso da profilaxia é descartado. Se por qualquer motivo, o resultado do exame não ficar pronto com rapidez, a profilaxia deve ser iniciada até que o mesmo se torne disponível.

Tratamento

O esquema de tratamento da Profilaxia Pós-exposição precisa conter pelo menos dois remédios, que devem ser tomados por 28 dias contínuos, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica.

Em caso de contato com o vírus HIV, é imprescindível buscar um atendimento credenciado o mais rápido possível para aumentar a eficácia da PEP. O ideal é tomar a medicação em até 2 horas após a exposição ao vírus e no máximo após 72 horas. Após esse período a profilaxia já não é mais indicada. 

Têm preferência no acesso a esse atendimento de urgência homens que fazem sexo com outros homens ou com homens e mulheres, pessoas que fazem uso comercial do sexo, que fizeram sexo com usuários de drogas ilícitas intravenosas, ex-presidiários e estupradores. Também compõem esse grupo habitantes de países nos quais os índices de prevalência do HIV sejam superiores a 1% da população, e naqueles que tiveram contato sexual desprotegido com membros desses grupos.

Algumas pessoas podem sentir efeitos colaterais durante o uso da PEP. Caso isso aconteça, é aconselhável procurar o serviço de saúde que receitou o tratamento para relatar o que está sentindo. É possível trocar os medicamentos, pois completar o tratamento por 28 dias é fundamental para a prevenção da infecção pelo HIV.

Vale ressaltar que os medicamentos da PEP não protegem de futuras infecções pelo HIV.  É importante continuar se prevenindo do HIV e também de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como sífilis, gonorréia, HPV, entre outras, utilizando preservativos em suas relações sexuais.

Fonte da imagem: google imagens

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