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expandirTratamento inédito revolucionou a vida de um paciente que teve complicações após a remoção de um tumor na laringe
Um tratamento inédito, desenvolvido por médicos que atuam no Hospital Metropolitano, revolucionou a vida de um paciente que ficou sem poder se alimentar pelas vias convencionais e não conseguia dormir mais de uma hora seguida após a remoção de um tumor na laringe.
Segundo o gastroenterologista Luiz Fernando Ferreira Campos, o paciente teve câncer, foi operado e fez radioterapia. Com a retirada do tumor, houve necessidade de reconstruir a área atingida com um enxerto de pele.
“Ele ficou curado do câncer, mas teve sequelas que afetaram em muito sua qualidade de vida. Isso porque surgiu uma fístula (orifício) do enxerto para a traqueia, que não deveria existir. Por causa do problema, ele só conseguia dormir sentado e se nutrir por uma sonda que levava o alimento diretamente ao intestino. Além disso, vivia internado, pois apresentava pneumonia com frequência”.
Houve duas tentativas de fechar o orifício por meio de cirurgia, porém os pontos abriram posteriormente. O paciente então foi encaminhado a uma equipe especializada em endoscopia digestiva para verificar o que poderia ser feito.
De acordo com o gastroenterologista Bruno de Souza Ribeiro, o grupo começou a estudar o caso e fez contato com o cardiologista José Airton de Arruda, já que na cardiologia é utilizada prótese para fechar a comunicação interatrial (orifício entre o átrio esquerdo e o direito).
“Avaliamos algumas próteses disponíveis no mercado e identificamos que eram robustas e não serviriam para vedar a fístula. Com a ajuda do cardiologista, localizamos uma recém-lançada, mais fina, de silicone, também criada para fechar um orifício cardíaco, que poderia ser utilizada no paciente. Esse material caiu como uma luva para o que estávamos precisando”, acrescentou Bruno Ribeiro.
A equipe de gastroenterologistas fechou a fístula com essa prótese e inovou ao ser a primeira no mundo a usar essa peça para vedar o orifício. Uma semana depois do procedimento, o paciente já conseguia dormir deitado e não tinha mais pneumonia. Em seis meses, ele passou se alimentar pela boca.
O caso do Espírito Santo foi apresentado no congresso mais importante do mundo na área, o Digestive Desease Week, nos Estados Unidos, depois de ter sido escolhido pelo Comitê Internacional de Gastroenterologia e Endoscopia. Apenas 30 estudos de todo o mundo foram selecionados, entre eles o da equipe capixaba – a única representante do Brasil. “O trabalho será publicado em uma revista científica internacional, o que contribuirá para estimular novas pesquisas e tratamentos na área”, destacou Bruno Ribeiro.
Médicos que participaram do trabalho:
Luiz Fernando Ferreira Campos
Bruno de Souza Ribeiro
Esteban Sadovsky
Flávia Emília de Lima Oliveira
José Ayrton de Arruda
Edorio de Souza Ribeiro
Fonte: Hospital Metropolitano
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